Analistas do Credit Suisse definem em 47 mil pontos o alvo do Ibovespa em julho
SÃO PAULO – Embora tenha um viés cauteloso ao tratar do desempenho recente dos mercados globais, os analistas do Credit Suisse revisaram suas posições com relação à América Latina, elevando a previsão para a pontuação do Ibovespa no meio do ano, de 43 mil pontos para 47 mil pontos, segundo relatório divulgado nesta terça-feira (5).
No pregão da véspera, o primeiro do mês de maio, o índice paulista superou os 50 mil pontos pela primeira vez em sete meses. Para o banco suíço, o momento de euforia fez o mercado dar um passo maior que a perna, o que pede retorno para uma estratégia mais defensiva, pautada em ações ligadas ao consumo interno.
Para o México, a meta da bolsa oscilando entre 19 mil e 21 mil pontos nos próximos meses foi levemente incrementada para 20,2 mil e 22,6 mil pontos. Ainda assim, os analistas permanecem com uma sensação negativa sobre o vizinho latino-americano, destacando riscos inerentes à temporada de resultados corporativos.
Demanda doméstica
Voltando ao Brasil, “diante de sinais mistos no plano global e uma ligeira melhora no cenário doméstico, vemos a necessidade de ajustar o portfólio para elevar substancialmente o foco em setores domésticos e para reduzir ainda mais a exposição a empresas relacionadas a commodities”, analisa o Credit Suisse, amparado pelo ciclo de queda da Selic.
A instituição financeira manteve exposição “underweight” – abaixo da média do mercado – para o setor de mineração, em Petrobras (PETR3, PETR4) e também em papel & celulose. Já a exposição “overweight” – acima da média – ganhou a inclusão do segmento de varejo, bem como um aumento da aposta em telefonia celular, construção civil e petroquímico. Além da manutenção de energia & saneamento.
Em abril, o portfólio do banco em ações brasileiras registrou valorização de 14,92%, enquanto o Ibovespa apurou ganhos de 15,55% no período.
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Add comment Maio 5, 2009
Estrategista recomenda compra de ações de emergentes no bear market
SÃO PAULO – Os mercados emergentes, incluindo o Brasil, liderarão o próximo bull market. É o que prevê o estrategista-chefe para investimentos da Raymond James & Associates, Jeffrey Saut. Ele recomenda aguardar o momento de queda na bolsa brasileira para comprar papéis a preços baixos e, no momento de alta, realizar lucros.
Com a perspectiva de aplicações de longo prazo, ele aposta que, ao enfrentarem o próximo bear market, os ativos de países emergentes – incluindo o Brasil – se tornarão mais atraentes.
Saut recomenda atualmente a compra das ações que sofreram forte perda há nove semanas, principalmente para contrariar a tendência da maioria dos investidores. “Muitos traders colocam agora seu dinheiro na bolsa e o potencial de aumento dos papéis acaba sendo reduzido”, avalia.
Aposte no bear market!
Para enfatizar a necessidade de comprar no bear market, o estrategista ainda cita um comentário de Benjamin Graham, autor do livro “O Investidor Inteligente”:
“O investidor inteligente realiza lucros com mais riscos quando os preços das ações se valorizam – e com menos risco quando caem. O investidor inteligente teme o bull market, já que torna os ativos mais caros no momento da compra”.
Indo na direção contrária à maioria dos investidores, o retorno em momento de procura será maior, estima o estrategista.
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Add comment Maio 5, 2009
SLW lista cinco ações que podem ter desempenho diferenciado na semana
SÃO PAULO – A SLW anunciou suas recomendações em ações para esta semana, ressaltando que o mercado, após o rali da semana passada, pode testar novas altas, diante do feriado e da agenda com poucos indicadores.
Por outro lado, a corretora lembra com cautela que irá começar a temporada de divulgação de resultados do primeiro trimestre de 2009, assim como a questão das montadoras de automóveis nos EUA, que continua sem resolução.
Considerando o cenário esperado pela corretora no período, a carteira recomendada lista cinco ações que, de acordo com os analistas, podem ter um desempenho diferenciado frente a outros ativos listados na BM&F Bovespa.
Confira as recomendações:

*Potencial de valorização com base em fechamento do dia 3 de abril
Bradesco
Segundo a SLW, abril pode ser positivo para o setor bancário nos EUA por conta do plano de recuperação dos bancos, refletindo positivamente aqui no Brasil. A corretora também aponta o desempenho mais fraco das ações do Bradesco na comparação com seus pares, em março.
Confab
A empresa apresentou bom resultado no quarto trimestre de 2008. Os analistas acreditam que, tendo em vista o seu potencial de crescimento, a empresa tende a acompanhar o desempenho do setor de petróleo e gás.
Gol
A SLW recomenda posicionamento de curto prazo nas ações da empresa, pois acredita que os fatos negativos que afetam as perspectivas já estariam precificados.
Light
A companhia apresentou melhora no desempenho operacional em 2008, com crescimento de 32% no Ebitda (geração operacional de caixa) em comparação com o exercício anterior. Destaca também a reestruturação da empresa, que apresenta situação financeira em equilíbrio e fortalecimento da política de dividendos.
Net
A empresa apresentou bom resultado no quarto trimestre de 2008, o que leva os analistas a acreditarem que as ações manterão desempenho forte. Além disso, existe a possibilidade da decisão favorável da Anatel, no curto prazo, sobre a continuidade de cobrança do ponto adicional na TV por assinatura.
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Add comment Abril 8, 2009
Próximo bull market já está começando na América Latina, afirma Citi
SÃO PAULO – Diferente dos mercados tradicionais, como o norte-americano e o europeu, as bolsas da América Latina engataram neste primeiro trimestre uma alta significativa.
Segundo o Citigroup, o índice MSCI Latin America, que reúne as principais empresas da região, ultrapassou seu canal de cinco meses traçado, e agora localiza-se em um ponto acima.
Diante este desempenho, a equipe do banco norte-americano não reluta em afirmar: o próximo Bull Market já está começando na América Latina e deve durar pelo menos cinco anos.
Brasil como favorito
A escalada do MSCI, na visão dos analistas, “expirou”, por assim dizer, a possibilidade de um pullback mais intenso, de modo que a equipe não acredita que o índice do mercado latino-americano irá voltar a negociar abaixo do ponto médio do canal.
Por isso, o banco, por agora, reiterou sua recomendação de neutro para o Brasil – “nosso mercado favorito no longo prazo” – e de underweight (abaixo da média) para o México.
Segundo a avaliação da equipe, o mercado mexicano é mais fraco quando comparado com seus pares internacionais e aparenta estar sobrecomprado, o que não instiga confiança por parte dos analistas. Para Chile e Colômbia, foi mantida a recomendação overweight (acima da média).
Força dos latinos
Ambientado no bull market, os mercados emergentes e latino-americanos terão mais uma vez uma performance acima da média, impulsionados principalmente pela alta das commodities e junto à recuperação da economia global, que se inserem na melhora dos fundamentos regionais.
Na ponta deste desempenho, deverão estar os setores de materiais básicos, energia e financeiro, afirmam os analistas da instituição norte-americana.
Por acreditar na força dos países, os analistas já precificam um próximo bull market para o bloco, que deve ser regido por uma inflação reduzida, aumento do juro básico nos EUA e recuperação gradual da maior economia do mundo.
Neste novo bull market, Brasil e Peru devem ter performance acima da média, enquanto o México pode demorar um pouco mais para arrancar, uma vez que a recuperação de sua economia está intimamente ligada ao desempenho favorável da economia dos EUA.
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Add comment Abril 8, 2009
Bolsa de Valores: Cassino ou Investimento?
Quando um brasileiro de classe média ouve falar em bolsas de valores, a primeira imagem que vem a sua mente é a de cassino ou de casa de apostas. A bolsa é vista por muita gente como “ciranda financeira”, um lugar onde os milionários arriscam seu dinheiro de modo destemido e apostam em empresas como se fossem cavalos. Também se imagina que investidores recebem dicas de ações sussurradas como as barbadas do turfe.
O resultado disso costuma ser, segundo tal visão, uma espiral de perdas e ganhos. As perdas, em geral para o cidadão comum e os ganhos, para aqueles que manipulam as cotações graças ao acesso a informações privilegiadas. Essa imagem da bolsa, portanto, nunca, em toda a história do Brasil, esteve tão distante da realidade.
O espetacular “boom” do mercado de capitais no Brasil nos últimos anos está revolucionando a maneira de pensar, principalmente dos empresários brasileiros. Paira no ar a sensação de que negócios bem estruturados podem se viabilizar dentro de uma cadeia financeira inédita no país. Essa sensação liberta um espírito empreendedor e capitalista até há pouco tempo desconhecido para os brasileiros. Trata-se de um esboço de Brasil novo, mais estável, globalizado e competitivo. Faz parte de um modelo de nação mais livre e aberta, que oferece uma alternativa de desenvolvimento viável se apoiado por um estado eficiente e justo.
As ações negociadas nas bolsas de valores nada mais são do que “pedaços” do capital de uma empresa. Quem compra ações na bolsa o faz com expectativa de se tornar sócio de uma empresa e de obter um bom retorno, advindo da lucratividade e do crescimento da companhia. As empresas ao abrirem capital, buscam obter recursos para investir, seja contratando gente, sejam equipamentos ou inteligência. Em vez de pedir dinheiro emprestado a bancos, mais empresas buscam captar dinheiro de novos sócios nas bolsas para aperfeiçoar seus produtos e serviços e assim, obter mais lucro. Esse lucro é devolvido ao investidor pelos dividendos distribuídos e pela valorização das ações, pois as empresas que lucram mais valem mais.
Até então, o mercado de capitais não exercia seu papel de intermediar a poupança e o investimento na economia. Com a estabilização, a privatização e a abertura da economia a partir de 1994, o Brasil começou a atrair somas vultosas de investimento estrangeiro direto, ou seja, investimento em empresas tipicamente de propriedade ou controladas por empresas estrangeiras. Portanto, até 2005 pouco capital estrangeiro foi investido em empresas brasileiras, ou seja, pouquíssimo dinheiro veio para a bolsa de valores.
Ao longo do tempo, no entanto, as coisas começaram a mudar para melhor. As leis das Sociedades Anônimas e da Comissão de Valores Mobiliários (CVM) foram reformadas dando a CVM melhores condições de exercer seu papel de proteção aos acionistas minoritários; os investidores institucionais começaram a ter uma postura mais ativa na gestão das empresas, e a Bolsa de Valores de São Paulo criou o Novo Mercado, uma listagem especial, que identifica as empresas que obedecem a critérios rigorosos de governança corporativa. Além disso, a superação da crise de confiança de 2002, a retomada de um processo de alta nas principais bolsas de valores do mundo, especialmente emergentes, assim como a queda nas taxas de juros domésticas, contribuiu para uma extraordinária decolagem da nossa bolsa. Foi como um passe de mágica: plantadas as semente, assim que o tempo melhorou veio uma sensacional colheita. Os números falam por si: os lançamentos de ações na bolsa atingiram 14 bilhões de reais em 2005, 30 bilhões em 2006 e 70 bilhões em 2007! Esses números são expressivos e como proporção do PIB começa a ser relevantes.
Desta forma, a revolução capitalista vivida pela economia brasileira hoje é resultado da modernização de nosso mercado de capitais e está sendo provocada pela bolsa de valores. Não há crescimento econômico sem crescimento das empresas. Portanto, é à hora ideal para o cidadão comum abandonar as idéias gastas sobre a bolsa e tentar entender como ela funciona e favorece o crescimento da economia.
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Add comment Abril 7, 2009
Bolsas mantêm queda após Livro Bege sem surpresas
Os mercados financeiros não reagiram à divulgação do mais recente Livro Bege, documento do Federal Reserve (Fed, banco central dos EUA), que basicamente apontou que a atividade econômica se manteve fraca até o início de janeiro, sem apresentar qualquer sinal de mudança.
A descrição de uma fraca economia pelo Livro Bege não foi uma surpresa para os mercados, com os principais índices de ações se mantendo em baixa.
Entre os destaques, o relatório – um sumário das condições econômicas atuais que servirá de base para o próximo encontro de política monetária do Fed nos dias 27 e 28 de janeiro – sugeriu que os 500 mil empregos perdidos nos EUA em cada um dos dois últimos meses podem ter sido ainda piores. De acordo com o Fed, o distrito de “Nova York observou que um número substancial de cortes de empregos no setor financeiro ainda não foi mostrado nos dados do relatório do mercado de trabalho”. De fato, as firmas financeiras responderam por apenas 14 mil vagas do último dado de queda de 524 mil vagas.
Às 17h28 (de Brasília), o índice Dow Jones caía 236 pontos, ou 2,82%, o Nasdaq recuava 49 pontos, ou 3,17%, e o S&P-500 registrava uma queda de 27 pontos, ou 3,21%. No Brasil, o Ibovespa recuava 2,87%, aos 38.410 pontos, por volta do mesmo horário. As informações são da Dow Jones.
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Add comment Janeiro 14, 2009
Curso Aprenda a Investir em ações
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Add comment Janeiro 7, 2009
Carteira de ações precisa de revisão periódica
Segundo especialistas, mesmo com visão de longo prazo, acionista deve fazer giro de ações
Yolanda Fordelone – AE
Ser paciente e investir de olho no longo prazo são as principais recomendações dos especialistas para quem investe em ações. Mas se engana quem pensa que essa sugestão signifique que o investidor deva comprar ações e só voltar a olhar a carteira no momento da venda – depois de, no mínimo, um ano. “É preciso ter uma visão de longo prazo, mas uma gestão de curto”, ensina o professor da Fundação Instituto de Pesquisas Contábeis, Atuariais e Financeiras (Fipecafi), Alexandre Assaf Neto.
Neto é adepto de uma das recomendações do megainvestidor norte-americano Warren Buffett – detentor da maior fortuna do mundo, de US$ 62 bilhões, de acordo com a revista Forbes. Buffett diz que o investidor deve rever seu portfólio e fazer um giro anual entre 10% e 20% dos papéis em carteira. A estratégia faria com que o acionista trocasse todas ações num prazo entre cinco e dez anos. “A idéia de que se deve comprar uma ação e levá-la para o túmulo é equivocada”, reforça o professor Neto.
Se fazer a gestão de uma carteira fosse somente escolher os papéis para compra, o trabalho das consultorias de investimentos seria bem mais fácil. “A premissa básica é investir no longo prazo, mas balanceamos a carteira a cada seis meses, sempre adequando a carteira à estratégia do investidor”, explica o sócio da consultoria AZ Investimentos, Ricardo Zeno. Dentro da estratégia, o investidor pode, por exemplo, determinar um porcentual de rentabilidade que deseja obter com a ação. Quando atingir o lucro desejado, a recomendação é de venda.
Não há uma regra que determine quanto da carteira deve ser atualizada nas revisões. “Buffett recomenda até 20%, mas ele está em uma economia extremamente estável, apesar da crise”, pondera o professor de Mercados Financeiros Alcides Leite, da Trevisan Escola de Negócios. “No Brasil, em que a instabilidade é maior, o giro deve ser ampliado. Aproximadamente um terço da carteira deve ser ajustado”, completa. Nesse ajuste, mesmo as ações mais líquidas, como Vale e Petrobras, podem ser vendidas.
Prejuízos e lucros
Prazo, perspectiva e porcentual dos papéis a serem vendidos são variáveis que devem ser levadas em consideração no momento de revisão da carteira. Os especialistas recomendam que o ajuste seja semestral, a partir da data de formação da carteira. Se o investidor fizer alterações em períodos menores, ignora a estratégia de longo prazo. “Deixa de ser investidor e se torna especulador”, afirma Zeno. Já se demorar um prazo maior, o cenário econômico poderá ter sofrido muitas modificações, o que dificulta avaliações, principalmente para os novatos.
Não há uma regra sobre quais papéis devem ser vendidos. “No momento de revisão, o acionista deve aprender a assumir prejuízos de papéis que podem cair ainda mais, e também a embolsar lucros, se no cenário futuro houver melhores investimentos”, ensina o sócio da AZ Investimentos. Assim, a perspectiva traçada para cada ação é fundamental no momento em que o investidor revê a carteira e decide o que vender.
Nessa estratégia, instrumentos que podem auxiliar o investidor são o stop loss e stop gain. No primeiro, o acionista estabelece um preço menor que o negociado num determinado momento. Se o papel cair e o valor for atingido, é disparada automaticamente uma ordem de venda, o que limita o prejuízo do investidor. No caso oposto, de alta do papel, o acionista pode utilizar o stop gain. Quando a ação sobe e alcança determinada cotação, o papel é vendido e o investidor embolsa o lucro.
Empresas e setores
Os especialistas recomendam que o investidor fique atento aos setores que compõem sua carteira de ações. “A carteira deve ter no mínimo quatro ações e um setor não deve representar mais que 50% da aplicação”, afirma Zeno. Não há consenso entre os profissionais de mercado sobre o número mínimo. Alguns falam em 12 ou até 20 papéis, o que dificultaria o acompanhamento.
A diversificação de setores é mais simples. O ideal é ter papéis de dois tipos de empresas: as influenciadas pela economia mundial, como produtoras de commodities (Petrobras e Vale, por exemplo), e as voltadas para o mercado doméstico. Assim, ao fazer a revisão da carteira, o investidor deve ajustar o porcentual dos setores. Caso uma ação se valorize muito e passe a ter um peso grande na carteira, o investidor pode vender, por exemplo, alguns papéis e distribuir o valor na compra de outros ativos.
Nesse segundo semestre de 2008, Zeno diz que as carteiras com exposição a setores ligados a commodities deveriam ter sido reduzidas. Havia perspectiva de que os preços das matérias-primas iriam despencar em decorrência da crise internacional.
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Add comment Janeiro 4, 2009
Papéis da Gafisa lideram os ganhos do Ibovespa na semana com alta de 24%
Por: Equipe InfoMoney
02/01/09 – 20h20
InfoMoney
SÃO PAULO – Em uma semana favorável para o mercado acionário brasileiro, marcada pelo clima mais ameno no plano internacional em função das festas de final de ano e pela nova rodada de valorização das commodities, o Ibovespa terminou com alta 9,17%, a 40.244 pontos.
Na mesma linha, os papéis da Gafisa (GFSA3) encerraram a semana com forte avanço de 24,47%, cotados a R$ 11,70, ocupando assim o posto de maior valorização do índice paulista.
Papéis acompanham o Ibovespa
A disparada das ações da companhia se concentrou no pregão desta sexta-feira (2), quando estas registraram acentuada valorização de 11,53%. O movimento de ajuste em relação às perdas registradas recentemente ajuda a explicar o avanço dos papéis.
Além disso, em relatório publicado recentemente, os analistas do Banif afirmaram que a empresa está subvalorizada pelo mercado, mas que esta deverá cumprir suas metas para este ano e será posicionada à frente da concorrência por conta de seu caixa, reforçado pelas vendas do semestre que passou.
Também teve impacto positivo o bom desempenho de outras companhias do setor no período. Os papéis de suas rivais Cyrela Realty (CYRE3) e Rossi Residencial (RSID3) terminaram a semana com forte valorização de 14,50% e 7,46% respectivamente.
Mais ganhos
Outros papéis que também se destacaram positivamente foram Usiminas ON (USIM3, R$ 27,20, +20,46%), Aracruz PNB (ARCZ6, R$ 2,71, +18,86%), Usiminas PNA (USIM5, R$ 28,71, +16,48%), Embraer ON (EMBR3, R$ 10,19, +15,66%) e Petrobras ON (PETR3, R$ 29,86, +14,63%).
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Add comment Janeiro 3, 2009
Confira a agenda do investidor para a primeira semana do ano de 2009
Dentro da agenda para a primeira semana do ano, os investidores estarão atentos, sobretudo, aos dados do mercado de trabalho norte-americano de dezembro.
> Segunda-feira (5/1)
– Brasil
8h00 – A FGV (Fundação Getulio Vargas) publica o IPC-S (Índice de Preços ao Consumidor – Semanal) referente à quarta quadrissemana de dezembro. O índice calcula a taxa mensal da variação dos preços até meados da semana anterior àquela em que é divulgado.
8h30 – O Banco Central revela o relatório semanal Focus, que compila a opinião de consultorias e instituições financeiras sobre os principais índices macroeconômicos.
11h00 – O Ministério de Comércio Exterior reporta a Balança Comercial referente à semana anterior, que mede a diferença entre exportações e importações contabilizadas durante o período.
– EUA
13h00 – O Departamento de Comércio publica o Construction Spending de novembro, que mede os gastos decorrentes da construção de imóveis.
> Terça-feira (6/1)
– Brasil
07h00 – A Fipe (Fundação Instituto de Pesquisa Econômica) apresenta o IPC referente ao acumulado de dezembro e à terceira quadrissemana de dezembro. O índice é baseado em uma pesquisa de preços feita na cidade de São Paulo, entre pessoas que ganham de 1 a 20 salários mínimos.
9h30 – O IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) divulga a Pesquisa Industrial Nacional de novembro, que acompanha a evolução do nível de produto na indústria.
O Dieese (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos) reporta a Pesquisa Nacional da Cesta Básica de dezembro, feita mensalmente em 16 capitais brasileiras, na qual se avalia o salário mínimo necessário para a manutenção de uma família, através do valor dos produtos elementares.
– EUA
13h00 – Será publicado o Factory Orders referente ao mês de novembro. Esse índice mede o volume de pedidos, feitos à indústria como um todo, de bens duráveis e bens não-duráveis.
13h00 – Confira o ISM Services de dezembro, responsável pela mensuração do nível de atividade não-industrial.
> Quarta-feira (7/1)
– Brasil
8h00 – A FGV anuncia o IGP-DI (Índice Geral de Preços – Disponibilidade Interna) de dezembro, importante medida de inflação nacional.
– EUA
11h15 – Sai o ADP Employment, documento que descreve os dados referentes a novos postos de empregos criados no setor privado do país em dezembro.
13h30 – Será apresentado o relatório de Estoques de Petróleo norte-americano, semanalmente organizado pela EIA (Energy Information Administration). O documento é considerado uma importante medida, já que os EUA são o maior consumidor do combustível.
> Quinta-feira (8/1)
– Brasil
8h00 – A FGV publica o IPC-S (Índice de Preços ao Consumidor – Semanal) referente à primeira quadrissemana de janeiro. O índice calcula a taxa mensal da variação dos preços até meados da semana anterior àquela em que é divulgado.
9h30 – O IBGE apresenta o Levantamento da Produção Agrícola referente ao mês de dezembro e o terceiro prognóstico para a safra de 2009.
11h00 – O Dieese revela o Índice de Custo de Vida referente ao mês de dezembro. O relatório contém informações a respeito do custo de vida dos moradores do município de São Paulo.
– EUA
11h30 – Confira o número de pedidos de auxílio-desemprego (Initial Claims), em base semanal.
18h00 – O Federal Reserve divulga o Consumer Credit referente ao mês de novembro, com objetivo de medir o total de crédito ao consumidor.
– Inglaterra
O dia será marcado pela reunião de política monetária do Banco da Inglaterra, determinando os parâmetros do juro básico da região.
> Sexta-feira (9/1)
– Brasil
07h00 – A Fipe apresenta o IPC referente à primeira quadrissemana de janeiro. O índice é baseado em uma pesquisa de preços feita na cidade de São Paulo, entre pessoas que ganham de 1 a 20 salários mínimos.
9h00 – O IBGE anuncia o IPCA e o INPC (Índice Nacional de Preços ao Consumidor), ambos referentes ao mês de dezembro. O IPCA é uma das principais referências utilizadas pelo Banco Central para o acompanhamento dos objetivos estabelecidos no sistema de metas de inflação.
9h00 – O instituto também revela a Pesquisa Industrial Regional de novembro, que acompanha a evolução do nível de produto na indústria, mediante recortes locais.
9h30 – Além disso, o IBGE reporta a Pesquisa de Custos e Índices da Construção Civil de dezembro, levantamento dos preços e dos custos dos materiais utilizados no setor.
– EUA
11h30 – Principal destaque para o Relatório de Emprego do mês de dezembro, composto por: taxa de desemprego, número de postos de trabalho, ganho por hora trabalhada e média de horas trabalhadas.
13h00 – Sai o Wholesale Inventories de novembro, relatório que contém informações sobre as vendas e os estoques do setor atacadista.
Como começa a semana subseqüente?
> Segunda-feira (12/1)
– Brasil
8h00 – A FGV apresenta o IGP-M (Índice Geral de Preços – Mercado) do primeiro decêndio de janeiro, que é bastante utilizado pelo mercado, e retrata a evolução geral de preços na economia.
8h30 – O Banco Central revela o relatório semanal Focus, que compila a opinião de consultorias e instituições financeiras sobre os principais índices macroeconômicos.
11h00 – O Ministério de Comércio Exterior reporta a Balança Comercial referente à semana anterior, que mede a diferença entre exportações e importações contabilizadas durante o período.
– EUA
Não serão apresentados índices relevantes no país.
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